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A plena humanidade de Jesus.

há 8 horas
4 min de leitura

A doutrina da encarnação está, sem dúvida, no centro da Fé cristã. Quem nega a encarnação na pessoa de Jesus Cristo, não pode ser considerado um cristão.

Em (Jo 1:14) lemos que o VERBO se fez carne e habitou entre nós e vimos a Sua glória, glória como a do unigênito do Pai.

Este verso diz que Jesus foi visto em carne e osso habitando entre os homens.



Podemos dizer que na encarnação, aquele que é eterno foi conformado ao tempo -  se tornou temporal como nós.  Aquele que jamais foi criado assumiu a humanidade, ou seja, o infinito se tornou finito.


Jesus não era um espírito, um corpo ilusório ou um fantasma. Ele era de carne e osso, completamente humano como nós.

Jesus era um homem que revelava a divindade do Pai; (vimos a Sua glória, glória como a do unigênito do Pai).  Vc já parou para refletir sobre isso? Essa glória Ele quer nos dar também, para que nós a revelemos. “Cristo em nós, a esperança da glória” é o que lemos no Livro de Colossenses (Cl 1:27).

Vemos pela história que no primeiro século, nos tempos de João, falsos mestres começaram a atacar a pessoa de Cristo. Alguns negavam a divindade de Cristo e afirmavam que Cristo era uma criatura de Deus; outros diziam que Cristo era uma pessoa comum que tinha recebido uma virtude especial que O levou a um grau de espiritualidade divina; outros negavam a humanidade de Cristo afirmando que Ele era simplesmente uma ilusão, não era um corpo humano verdadeiro. Mas João, como uma testemunha ocular, combateu todas essas heresias, afirmando que no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e em seguida ele diz que o Verbo se fez carne e habitou entre nós.



Voce pode até perguntar como o Verbo se fez carne?

A Bíblia responde essa pergunta registrando o nascimento virginal de Jesus, quando Jesus foi concebido de uma forma miraculosa no ventre de uma virgem -  Maria; sem qualquer pai ou interferência humana, exclusivamente por obra do Espírito Santo de Deus (Mt 1:18-20).

O Verbo se fez carne, ou seja, Ele assumiu a natureza humana, porém sem pecado. O Verbo se fez carne e habitou ou tabernaculou entre nós como que em uma tenda. As vezes podemos achar absurdo que o Verbo habitou aqui, Ele viveu entre os seres humanos.

O ministério terreno do Senhor Jesus não deixa dúvida de que a Sua encarnação foi completa, ou seja, Ele esteve sujeito a todas as limitações que os homens experimentam. Por ser plenamente humano Jesus podia ser tentado, porém jamais pecou.

Jesus assumiu a natureza humana permanentemente, porém a sua habitação em uma condição humana enfraquecida foi temporária, isto é foi do Seu nascimento até a Sua morte.

Jesus sentiu cansaço, sentiu fome, sentiu sede, sentiu dor, Ele se alegrou, se entristeceu, Ele chorou.  Ele nasceu, cresceu e morreu. Ele experimentou todas as limitações que nós humanos experimentamos.


Como plenamente humano, Jesus podia ser tentado como nós somos, porém Ele venceu todas as tentações pois não sua natureza humana não havia qualquer pecado. O pecado em nós em é que nos faz cair nas tentações. Jesus foi perfeito em tudo, nenhuma falha foi encontrada no Verbo de Deus -  (2Co 5:21) (Hb 4:15) (Hb 7:26).

²¹ Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.   (2 Coríntios 5:21) 

¹⁵ Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.   (Hebreus 4:15)

²⁶ Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;

(Hebreus 7:26)

Nós sabemos que a habitação em tendas sempre transmitiu a ideia de uma habitação temporária (Deus tabernaculou entre nós).

No AT vemos que o tabernáculo que foi armado no deserto era um templo móvel que se deslocava segundo a nuvem se movia.


Em que sentido essa habitação do VERBO foi temporária?

Nós podemos dizer que “esse habitou entre nós” de uma forma temporária, se deve a que o VERBO assumiu a Sua condição humana de uma forma enfraquecida apenas por um período de tempo – do Seu nascimento até a Sua morte.

Porém, jamais podemos pensar que o VERBO abandonou a natureza humana; na verdade, o VERBO eterno assumiu a natureza humana permanentemente. Quando Cristo ressuscitou, Ele continuou sendo humano porém em um corpo glorificado.

Muitas vezes os cristãos não conseguem entender essa colocação; muitos acham que quando Jesus ressuscitou Ele deixou de ser humano.

Podemos dizer que a habitação de Jesus foi temporária quando Ele assumiu a condição da natureza enfraquecida que vai do Seu nascimento até a Sua morte, porém Ele não abandonou mais a natureza humana. Depois da ressurreição, Jesus assumiu um corpo glorioso, não mais sujeito as limitações humanas. Porém Jesus continuava com um corpo.

Jesus, por exemplo, provou a Tomé que Seu corpo era real e podia ser tocado.

Quando Jesus ascendeu aos céus, será que Ele perdeu o Seu corpo?

Pode ser confuso e até difícil de compreender, mas Jesus depois que ascendeu aos céus criou um corpo que ficou aqui na terra. O corpo de Cristo formado pela Sua igreja e por todos aqueles que O seguem e adota a Sua doutrina para conduzir a sua vida aqui na terra.

Ai estão inseridos você, eu, muitos que conhecemos e muitos que nem conhecemos.

Podemos dizer que na encarnação, Deus, o Filho, não abriu mão da Sua divindade para tornar-se homem. Ele não abandonou os Seus atributos para assumir os atributos humanos. Sua natureza divina não absorveu a Sua natureza humana.

Jesus sempre agiu na unidade da Sua pessoa Divina-Humana, visto que não se trata de duas pessoas, mas de uma única pessoa com duas naturezas distintas e inseparáveis. 

As duas naturezas humana e divina na encarnação do Verbo, tornaram-se unidas e indivisíveis; no entanto sem mistura ou confusão, de modo que cada natureza retém Seus próprios atributos.


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