Cristo habita corporalmente em Jesus
- verajones2
- 26 de jan.
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Vamos agora estudar e conhecer um pouco a pessoa e a obra de Cristo, o que os teólogos chamam de Cristologia.
Cristo no grego significa ungido, Logia que vem do grego Logos = Palavra. Então Cristologia significa “”estudo ou lógica de Cristo”.
Naturalmente que quando conversamos com alguém sobre Cristo e esse alguém emite a sua opinião ou posicionamento com relação a Cristo, ela está expondo a sua Cristologia. Como resultado, vamos saber se ela é de Cristo. Um erro na cristologia de uma pessoa vai determinar se ela é cristã ou não.
O centro da Teologia Cristã é o estudo da obra e da pessoa de Cristo.
Aquele que crê em Cristo é chamado de cristão e a fé que ele professa é chamada de Cristianismo. Os temas estudados na Cristologia podem ser organizados em pelo menos 2 grandes partes: “A pessoa de Cristo e a Obra de Cristo”.
Falando da pessoa de Cristo vamos abordar a plena humanidade de Cristo e a plena divindade de Cristo em uma única pessoa. São duas naturezas, a humana e a divina habitando em uma só pessoa. Dentro da humanidade de Cristo, a Cristologia considera Seu nascimento virginal, as implicações de Jesus ser totalmente humano, possuindo corpo físico como o nosso, uma mente, possuindo alma, emoções, tendo fome, tendo sede, impedido de estar em vários lugares ao mesmo tempo, sentindo frio, cansaço, ficando angustiado, ou seja, tal qual qualquer ser humano. Tudo isso que listamos são coisas pertencentes à natureza humana.

Dentro dessa humanidade de Jesus, não podemos deixar de falar da Sua impecabilidade – ou seja, Jesus nunca pecou mesmo sendo totalmente humano como nós. Por outro lado veremos através de fundamentação bíblica de que Jesus Cristo é plenamente Deus, apesar de algumas heresias contestarem essa verdade.
A Cristologia também aborda a unidade de Cristo no mistério da encarnação. Nesse sentido a Cristologia afirma que a humanidade e a divindade de Cristo se encontra em uma só pessoa, ou seja, em Cristo há duas naturezas distintas, cada uma com seus atributos unidas, inseparavelmente na única pessoa de Jesus Cristo. É importante chamar a atenção de que Cristo não tem bipolaridade, ou transtorno de personalidade ou algo do tipo, que lhe possibilita as vezes se manifestar como humano, as vezes se manifestar como divino. Não se trata disso. Estamos falando de uma única pessoa na qual se une duas naturezas distintas, porém inseparáveis, indivisíveis.
Vamos ver também a “Obra de Cristo” aqui na terra, Seu ministério terrenal e tudo que O envolve aqui na terra. Como cristãos precisamos conhecer como Jesus andou, o que Ele fez durante a Sua caminhada de 3 anos e meio, os Seus ofícios como profeta, sacerdote e rei, o significado da expiação que envolveu o Seu grande sacrifício na cruz.

A propósito, voce sabe o que é expiação?
A expiação se refere ao sacrifício de Jesus Cristo para reconciliar a humanidade com Deus. O pecado separou o homem de Deus e a expiação foi o meio qual Jesus como Filho pagou o preço pelo nosso pecado para restaurar essa relação. Nenhum outro homem poderia oferecer esse sacrifício devido a natureza de pecado que habita em nós. A expiação portanto, envolve o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus e a salvação para alcançarmos a vida eterna.
Nós somos cristãos e professamos o cristianismo, então precisamos saber quem é Jesus Cristo. Quem foi esse homem que se fez pecado por nós e abriu o caminho de volta ao Pai? Qual a Sua doutrina?
Qual a importância da cristologia bíblica? Com certeza conhecer a Jesus de uma forma revelada e não por informação. Vejamos a pergunta de Jesus no texto abaixo.
Mateus 16:13-19
¹³ E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?¹⁴ E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. ¹⁵ Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? ¹⁶ E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.¹⁷ E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. ¹⁸ E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;¹⁹ E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus ¹⁹ e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Jesus queria saber se aquela multidão e até Seus discípulos tinham a consciência de quem Ele era. Vejamos as respostas no texto acima.
Somente Pedro teve a verdadeira revelação de quem era Jesus e o próprio Jesus afirmou que aquela revelação foi dada a ele pelo Pai, não pelo seu próprio entendimento carnal.
Jesus também diz algo mais a Pedro que vale também para todos nós. Que a igreja Dele só será edificada se buscarmos as revelações do Rei Jesus e do Seu Reino. Aí, então, receberemos poder onde o que ligarmos na terra será ligado nos céus, o que desligarmos na terra será desligado nos céus e as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja física e visível do Senhor.
Qual é o seu nível de revelação com relação a Jesus Cristo, o Filho de Deus?
Precisamos ampliar nossa visão.
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Nos tempos de hoje muitas pessoas apresentam Jesus apenas como um profeta, ou um ativista, ou uma pessoa muito bacana, ou até como um guru da paz e do amor... Mas a Bíblia não mostra Jesus dessa maneira.
Pedro recebeu uma revelação divina para enxergar que Jesus era o Cristo - o ungido de Deus, o Filho de Deus enviado à terra embora tenha vindo de uma forma natural através de um nascimento conhecido pelos homens. Jesus não apareceu em um clarão, de repente; Ele veio como um recém-nascido e foi galgando as mesma etapas de crescimento que uma criança natural passa.
Devido a isso é que precisamos ter essa revelação divina que veio do Pai para Pedro.
Pedro naquele momento estava diante de um homem, porém um homem sem pecado, a Sua glória ainda não estava vista a olho nu como ele viu no Monte da Transfiguração, porém ele teve a convicção interna de quem era aquele homem.

Cristo hoje está se manifestando através do Seu Corpo pela obra que o Espírito Santo está fazendo em nós. Talvez muitas vezes tenhamos a dificuldade de enxerga-Lo no nosso irmão, por isso precisamos ter a revelação dos céus, também.
Como o homem ainda está em um processo de redenção e a natureza divina que ele já tem se mistura um pouco com a natureza carnal, precisamos conhecer bem a Cristo para discernir aqueles momentos que aquela pessoa está agindo como Cristo ou está agindo segundo a sua natureza humana pecaminosa.
Na experiência de Pedro Jesus estava ali na Sua humilhação, em um corpo humano limitado, porém Pedro recebeu a revelação dos céus para ver ali o Filho de Deus; porém na Sua segunda vinda Ele virá exaltado, em um corpo glorificado e todos verão a Sua glória.
Podemos então sintetizar, sem qualquer dúvida, que Cristo é plenamente homem e plenamente Deus em uma só pessoa.
Pedro estava convivendo com Jesus todos os dias, ele via Jesus sentir fome, sede, cansaço, angustia, via Jesus sorrir, chorar, dormir, mas mesmo assim ele teve a revelação que Jesus era o ungido do Pai que todos estavam esperando.
Através da cristologia nós veremos que Jesus é plenamente suficiente para com tudo que envolve a nossa existência e a nossa salvação.
Ou seja, Cristo é totalmente suficiente para nós, o que vier além Dele são apenas acréscimos que Ele quer nos dar; e Sua obra é plenamente eficaz para a nossa salvação.

Veja o que diz o apóstolo Paulo:
Colossenses 2:8-10
⁸ Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; ⁹ Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ¹⁰ E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
Nós sabemos segundo a Bíblia que Deus é Espírito, mas em Jesus habita corporalmente a plenitude da divindade.
A obra que o Espírito Santo quer fazer em nós é exatamente essa; que Cristo habite em nós de uma forma plena, então manifestaremos a Sua glória em todos os momentos.

































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